quinta-feira, 11 de agosto de 2011

REFORMA DO LOCAL ONDE FUNCIONARÁ O PONTO DE LEITURA

O Ponto de Leitura da AQPAINE funcionará na "casa de Dona Maria Amaral" localizado na Praça da Igreja Matriz, imóvel que atualmente pertence à Paróquia Nossa Senhora da Glória onde funcionava a Escola Creche Casulo Nossa Senhora da Glória.

Parte do imóvel foi emprestado à AQPAINE para instalação do Ponto de Leitura.

Seguem algumas fotos da reforma do local.



















terça-feira, 21 de junho de 2011

Associação Quilombola da Pastoral dos Índios e dos Negros de Riacho de Santana – BA – AQPAINE participa da cerimônia de premiação do Prêmio Mais Cultura de Pontos de Leitura do Estado da Bahia com a presença do Governador Jaques Wagner.


A Fundação Pedro Calmon/SecultBA realizou ontem, dia 20, às 14 horas, no Palácio da Aclamação (Campo Grande) em Salvador a cerimônia de premiação e assinatura do Termo de Acordo e Compromisso do Prêmio Mais Cultura do Estado da Bahia – Edital 001/2010.
A solenidade contou com a presença do Governador, representantes do Ministério da Cultura (MinC) e das instituições premiadas com os 146 Pontos de Leitura para 96 Municípios.



Associação Quilombola da Pastoral dos Índios e dos Negros de Riacho de Santana – BA – AQPAINE na pessoa da Presidente Maria Lúcia de Jesus Assinou o TAC (Termo de Acordo e Compromisso) na presença do Governador Jaques Wagner, representando as 146 instituições e pessoas físicas contempladas com o Prêmio.

“Esse prêmio é voltado para o incentivo às ações culturais que fomentem a democratização do acesso gratuito aos livros, revistas, periódicos e outros suportes. O objetivo principal é ampliar as perspectivas de inclusão social, por meio do fortalecimento da prática da leitura, além de promover a formação de redes sociais e culturais, combatendo os baixos índices de leitura”.



Riacho de Santana foi contemplado com dois pontos de Leitura, um para a Associação Quilombola da Pastoral dos Índios e dos Negros de Riacho de Santana – BA – AQPAINE e um para Associação das Escolas Comunitárias e Famílias Agrícolas da Bahia – AECOFABA representada pelo Presidente Antônio e Secretário Executivo Joaquim Nogueira.







Importância do Prêmio para AQPAINE/Riacho de Santana – BA.
Além da busca do conhecimento através de instrumentos de leitura, cultura e fortalecimento da identidade dos nossos povos desde a Educação Infantil passando por todas as etapas inclusive a Educação de Jovens e Adultos, para nós da Pastoral dos Índios e Negros de Riacho de Santana - PAINE/AQPAINE – RS em especial que em seus 13 anos de existência temos a organização de 01(uma) comunidade de remanescentes de quilombos na sede do município e 08 (oito) na zona rural totalizando 09 (nove) comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares, das quais 03 (três) estão em processo de demarcação pelo INCRA, é um passo a mais para conquista do nosso objetivo que é reescrever a nossa história.



Este recurso trará oportunidade de ampliar o que já vem sendo desenvolvido, trazendo inovações, mais estímulo e vigor para continuar a luta por dias melhores. São iniciativas como estas que a Bahia e o Brasil precisam para minimizar a desigualdade social ainda existente.


terça-feira, 24 de maio de 2011

O ADEUS A ABDIAS NASCIMENTO

Morre no Rio Abdias Nascimento, ativista do movimento negro
Ele faleceu aos 97 anos na noite de segunda-feira (23).
Ativista estava internado há dois meses.



O ativista do movimento negro Abdias Nascimento morreu na noite de segunda-feira (23). A informação foi confirmada pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) na tarde desta terça-feira (24).
Segundo Ivanir Santos, do conselho estratégico do Ceap, Abdias, de 97 anos, estava internado no Hospital dos Servidores, no Centro do Rio, há dois meses e sofria de diabetes.
De acordo com nota enviada pelo hospital, ele teve uma insuficiênica cardíaca na unidade. Ainda segundo o hospital, ele estava internado por complicações cardíacas desde o dia 15 de abril.
Ativista desde a década de 1930, Abdias fundou o Teatro Experimental do Negro (TEN) em 1944 e criou o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (Ipeafro) em 1981 para continuar sua luta pelos direitos do povo negro, sobretudo nas áreas da educação e da cultura.
Abdias também foi Deputado Federal, Senador e Secretário de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro, de 1991 a 1994.
O velório e enterro do ativista ainda não têm local nem data definidos.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/05/morre-no-rio-abdias-nascimento-ativista-do-movimento-negro.html



Memória: uma trajetória de lutas e conquistas

Ao espelho te vejo negrinho
Te reconheço garoto negro
Vivemos a mesma infância
A melancolia partilhada do teu profundo olhar
Era a senha e a contra senha
Identificando nosso destino
Confraria dos humilhados
A povoar de terna lembrança
Esta minha evocação de Franca


Biografia

As raízes africanas mergulham em terra brasileira, e brota no interior de São Paulo e Minas a vida do menino Abdias. Nascido em Franca, capital dos calçados, conheceu descalço a vida rural e urbana daquele tempo ainda perto da escravatura. Trabalhava na cidade e brincava nas fazendas onde sua mãe prestava serviços, às vezes como ama-de-leite. Desse tempo ficam as lembranças e os anseios de liberdade expressos no vôo de pássaros e borboletas.
Como adulto, os múltiplos talentos e formas de expressão de Abdias Nascimento voltam-se todos para o avanço da causa anti-racista.
Na dramaturgia, poesia e pintura, no engajamento na luta internacional pan-africanista e na atuação como deputado federal, senador e secretário de estado, desenvolve aspectos dessa luta, a que dedicou plenamente uma vida de 90 anos.
Nasce em Franca, SP, em 1914, o segundo filho de Dona Josina, a doceira da cidade, e Seu Bem-Bem, músico e sapateiro. Abdias cresce numa família coesa, carinhosa e organizada, porém pobre, e vai se diplomar em contabilidade pelo Atheneu Francano em 1929.
Com 15 anos, alista-se no exército e vai morar na capital São Paulo. Na década dos 1930, engaja-se na Frente Negra Brasileira e luta contra a segregação racial em estabelecimentos comerciais da cidade. Prossegue na luta contra o racismo organizando o Congresso Afro-Campineiro em 1938. Funda em 1944 o Teatro Experimental do Negro, entidade que patrocina a Convenção Nacional do Negro em 1945-46.
A Convenção propõe à Assembléia Nacional Constituinte de 1946 a inclusão de políticas públicas para a população afro-descendente e um dispositivo constitucional definindo a discriminação racial como crime de lesa-pátria.
À frente do TEN, Abdias organiza o 1º Congresso do Negro Brasileiro em 1950.
Militante do antigo PTB, após o golpe de 1964 participa desde o exílio na formação do PDT. Já no Brasil, lidera em 1981 a criação da Secretaria do Movimento Negro do PDT.
Na qualidade de primeiro deputado federal afro-brasileiro a dedicar seu mandato à luta contra o racismo (1983-87), apresenta projetos de lei definindo o racismo como crime e criando mecanismos de ação compensatória para construir a verdadeira igualdade para os negros na sociedade brasileira. Como senador da República (1991, 1996-99), continua essa linha de atuação.
O Governador Leonel Brizola o nomeia Secretário de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro (1991-94). Mais tarde, é nomeado primeiro titular da Secretaria Estadual de Cidadania e Direitos Humanos (1999-2000).




O LEGADO


"A ausência de liberdade e de garantias para um trabalho desse tipo, derivado do reforço repressivo de fins de 1968, me conduziram aos Estados Unidos desde aquela data, e com isto o Teatro Experimental do Negro, como também o Museu de Arte Negra, como instituições visíveis, deixaram de existir. Porém, visto de outra forma, as atividades do TEN e do MAN tiveram prosseguimento noutro contexto, na luta mais ampla do pan-africanismo".

- Abdias Nascimento, O quilombismo, 2ª ed. (Brasília/Rio: Fundação Cultural Palmares/ OR Editor, 2002), pág. 150.

ATUAÇÃO INTERNACIONAL.





Em 1968, Abdias viaja aos Estados Unidos com apoio da Fundação Fairfield, para encontrar-se com lideranças do movimento social afro-norteamericano. No roteiro dessa viagem, visita a Spirit House, do poeta Amiri Baraka (LeRoi Jones) em Newark. Viaja também a Oakland, Califórnia, onde é recebido por Bobby Seale na sede dos Panteras Negras. Visita várias instituições no Harlem, em Nova Iorque, inclusive o Negro Theater Ensemble. (mais: http://www.abdias.com.br/exilio/exilio.htm)

ABDIAS NASCIMENTO E O PAN-AFRICANISMO

O primeiro grito internacional de Abdias do Nascimento
A incômoda voz de Abdias do Nascimento irrompeu pela primeira vez no âmbito internacional quando ele enviou sua "carta-declaração-manifesto" ao 1º Festival Mundial das Artes e das Culturas Negras, realizado em Dacar, Senegal, em 1966 [reproduzida neste volume como Apêndice de Sitiado em Lagos]. (mais: http://www.abdias.com.br/exilio/exilio.htm)

PRONUNCIAMENTO DE ABERTURA

2ª Plenária Nacional de Entidades Negras Rumo à 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância, Rio de Janeiro, 11 de maio de 2001
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
"Acusamos o Brasil do crime de racismo, de genocídio contra os povos indígenas e afrodescendentes".

Laroiê!

Minhas irmãs e meus irmãos; colegas e companheiros militantes do movimento negro de todo o país, saúdo vocês na pessoa dos integrantes da Comissão Organizadora do Fórum Nacional de Entidades Negras, aqui representada pelo poeta Éle Semog.
Às mulheres negras organizadas, Geledés, Criola, Casa Dandara, Coletivo N'Zinga, Fala Preta!, enfim, a todas as entidades de mulheres negras que atuam pelo país afora, um axé especial. Viva o exemplo de Luísa Mahin!
Aos povos indígenas, nossa saudação fraterna. Todas as deliberações do movimento negro os incluem em solidariedade, guardadas as características específicas de sua luta.
Nossas saudações cordiais aos ilustres convidados representantes dos organismos oficiais, Sr. Walter Franco, representante da ONU; Embaixador Gilberto Saboya, Secretário Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal; e a Srª. Benedita da Silva, Vice-Governadora do Estado do Rio de Janeiro.
Agradecendo à magnífica reitora da UERJ, Nilcéia Freire, que mantém a tradição deste espaço sempre aberto à participação comunitária, gostaria - com a sua permissão - de saudar o corpo docente e discente e os funcionários da UERJ na pessoa do nosso companheiro João Costa Batista.

Finalmente, as mais calorosas saudações para os nossos convidados do exterior, Moshe More da Coalizão de ONG's Sul-Africanas: Amandla!

E Romero Rodrigues, do Mundo Afro Uruguai - Axé, meu irmão!

(mais: http://www.abdias.com.br/exilio/exilio.htm)

ATUAÇÃO PARLAMENTAR



Nas primeiras eleições após o regime de exceção, Abdias assume a cadeira de deputado federal, primeiro afro-brasileiro a defender no Congresso Nacional os direitos humanos e civis de sua gente.
Apresenta o primeiro projeto de lei propondo políticas públicas de igualdade racial, que chama de ação compensatória. Retoma a proposta da Convenção Nacional do Negro de 1946 e submete à apreciação o projeto de lei que define o racismo como crime de lesa-humanidade.
Atua de forma intensa pelo fim das relações do Brasil com o regime racista de apartheid na África do Sul e pela independência da Namíbia.
Participa da criação da Comissão do Centenário da Abolição da Escravatura, no Ministério da Cultura, e contribui para a transformação desta comissão em um órgão permanente do referido Ministério, a Fundação Cultural Palmares.
No Senado, reapresenta seu projeto de lei sobre ação compensatória e sugere criar uma ação civil pública contra atos de discriminação racial. Participa das primeiras reuniões de um bloco parlamentar negro em formação.

ATUAÇÃO COMO SENADOR

Em 1990, Abdias é eleito na chapa do PDT ao Senado pelo Rio, com Darcy Ribeiro e Doutel de Andrade. Em 1991, assume a cadeira no Senado e pouco depois é nomeado primeiro titular da Secretaria Extraordinária de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras (SEAFRO) do Governo do Estado do Rio de Janeiro, criada pelo Governador Leonel Brizola. Em 1996, falece o senador Darcy Ribeiro e Abdias assume a cadeira de novo, exercendo o mandato de senador até 1999.
Abdias reapresenta no Senado seu projeto de lei sobre ação compensatória (PL 75/1997). Com duas propostas, procura estabelecer o princípio da reparação para o povo afrodescendente. A primeira cria uma ação civil pública contra atos e omissões de discriminação racial (PL 114/1997). A segunda estabelece sanções na contratação de serviços para o setor público contra empresas que cometem atos e omissões de discriminação racial (PL 73/1997).
Apresenta, ainda, emenda à Constituição Federal garantindo às comunidades remanescentes dos quilombos os mesmos direitos fundiários assegurados às populações indígenas (PEC 38/1997). Sugere a inscrição dos líderes da Conjuração Baiana, os mártires da Revolta dos Alfaiates, no Livro de Heróis da Pátria no Panteão da Liberdade e da Democracia, Praça dos Três Poderes, Brasília (PL 234/1997). Institui o Prêmio Cruz e Sousa, comemorativo do centenário da morte do poeta simbolista catarinense, preside os trabalhos do respectivo Concurso de Monografias (PR 126/1997), e publica livro com os respectivos documentos e textos.
Participa das primeiras articulações de uma frente parlamentar afro-brasileira.

PROJETOS DE LEI

1 - PROJETO DE LEI Nº 3.196 DE 1984
(Do Sr. Abdias do Nascimento)
2 - PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 58-A, DE 1983
Cria a Comissão do Negro; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça, emitido em audiência, pela inconstitucionalidade.
(Projeto de Resolução nº 58, de 1983, a que se refere o parecer.)
3 - Indicação nº 17, de 1985
Sugere a manifestação da Comissão de Relações Exteriores sobre oportunidade da realização no Brasil de um Seminário Regional do Conselho das Nações Unidas para Namíbia ou de uma reunião do referido Conselho em nosso País.
Nos termos regimentais, solicito que a Comissão de Relações Exteriores se manifeste sobre a conveniência e a oportunidade do Governo brasileiro hospedar, em 1986, um seminário Regional promovido pelo Conselho das Nações Unidas para Namíbia, ou uma reunião do referido Conselho em nosso País.
4 - PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1.550, DE 1983
Declara feriado nacional o dia 20 de novembro, aniversário da morte de Zumbi, e Dia Nacional da Consciência Negra, já celebrado pela comunidade afro-brasileira.
5 - Projeto de Lei nº 5.466, de 1985
Institui o "Dia Nacional da Empregada Doméstica", a ser comemorado anualmente a 27 de abril.
6 - PROJETO DE LEI Nº 3.765 DE 1984
(Do Sr. Abdias Nascimento)
Declara de utilidade pública a sociedade ILE ASIPÁ, sediada em Salvador - Bahia.
7 - PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1.361, DE 1983
Manda erigir Memorial ao Escravo Desconhecido, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal.
8 - PROJETO DE LEI Nº 1.661, DE 1983
Dispõe sobre o crime de lesa-humanidade: discriminar pessoas, individual ou coletivamente, em razão de cor, raça ou etnia.
9 - Indicação nº 15, de 1985
Sugere a manifestação da Comissão de Relações Exteriores sobre oportunidade do rompimento, pelo Brasil, de relações diplomáticas com a África do Sul.
10 - PROJETO DE LEI N.º 1.332, DE 1983

Mais: http://www.abdias.com.br/atuacao_parlamentar/atuacao_parlamentar.htm




PRÊMIOS E HONRARIAS

- Ordem do Rio Branco, no grau de Oficial, outubro de 2001.
- Prêmio UNESCO, categoria Direitos Humanos e Cultura de Paz, outubro de 2001.
- Prêmio Comemorativo das Nações Unidas por Serviços Relevantes em Direitos Humanos, Rio de Janeiro, novembro de 2003.
- Homenagem da Presidência da República aos 90 anos "do maior expoente brasileiro na luta intransigente pelos direitos dos negros no combate à discriminação, ao preconceito e ao racismo". Brasília, 21 de março de 2004.
- Prêmio de Reconhecimento 10 Years of Freedom - South Africa 1994-2004, do Governo da África do Sul, abril de 2004.

MAIS: http://www.abdias.com.br/biografia/biografia.htm
http://www.abdias.com.br/biografia/biografia.htm

Este texto é uma montagem com informações que podem ser conferidas nos sites indicados no corpo do texto.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mara Lu: CAMPANHA: DOE UM LIVRO COLABORE COM A AÇÃO SOCIO-EDUCATIVA DA AQPAINE

Mara Lu: CAMPANHA: DOE UM LIVRO COLABORE COM A AÇÃO SOCIO-EDUCATIVA DA AQPAINE

O GOSTO AMARGO DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

No dia 01 de fevereiro de 2011 em um Município do interior da Bahia localizado no Território do Velho Chico (região de Bom Jesus da Lapa) um terreiro de Candomblé foi vítima do absurdo da intolerância religiosa. Um grupo de “Evangélicos” invadiu a casa do Pai de Santo – que vou chamar de “José” – homem muito íntegro, querido e respeitado na cidade pela sua fé e trabalho prestado. O “Pai José” estava com problemas de saúde e precisou ficar hospitalizado por alguns dias, no mesmo dia em que saiu do hospital, do alto de sua bondade e tolerância, ainda fragilizado pelo seu estado de saúde, abriu a porta de sua casa e se deparou com o grupo que se adentrou com pretexto de fazer uma oração de cura.
Segundo relato de testemunhas os mesmos agiram de maneira agressiva dizendo estarem ali por envio do Senhor para libertar o “Pai José” dos domínios de Satanás. Começar por arrancar as fitinhas do Bom Jesus e Senhor do Bomfim que ele tinha no braço em seguida arrombaram a porta da casa dos santos, espaço dedicados a preces e rituais e destruíram tudo que conseguiram até a chegada do sobrinho do “Pai José”. Os bens eram simbólicos e materiais, mas também de grande valor afetivo e histórico, eram imagens e objetos antigos passados de geração em geração seguindo a tradição do Candomblé. “Pai José” acabou por passar mal com toda aquela situação que precisou ser levado de volta para o hospital permanecendo em observação por algumas horas.
A comunidade chora e sofre com o “Pai José” esse fato lamentável que, apesar da a polícia ter sido acionada, não se tem noticias de como vai ficar a situação.

Até quando?

Será que Deus autoriza pessoas a agredir em seu nome?

Nota: O fato real. Por precaução, não foram citados o nome da cidade, da Igreja Evangélica e do Pai de Santo (Pai José é um nome fictício).

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ÍNDICE DE REAJUSTE SALARIAL PARA PREFESSORES


ABAIXO-ASSINADO:
Os/as professores/ras da rede pública precisam de um reajuste de 61,78% nos seus salários. Assim o piso salarial dos professores passará de 1.024,00 para R$ 1.656,62.
Mesmo índice de reajuste dos senadores para os professores das redes públicas. É o mínimo dos mínimos para um/a professor/a. Vamos repassar!!!
Clic, no link, abaixo, leia, assine e divulgue com seus amigos e amigas.
Professores podem ter o mesmo reajuste salarial dos senadores
Os senadores Cristovam Buarque e Pedro Simon apresentaram hoje (16) projeto de lei estendendo o mesmo reajuste salarial concedido aos senadores para o Piso Salarial Profissional Nacional para os professores da educação básica das escolas públicas brasileiras.
Com o reajuste de 61,78% do aumento dos senadores, o piso salarial dos professores passará de 1.024,00 para R$ 1.656,62, valor MUITO inferior ao valor pago aos parlamentares a cada mês: R$ 26.723,13.
Para o senador Cristovam Buarque, a desigualdade salarial é substancial, talvez a maior em todo o mundo, com conseqüências desastrosas para o futuro do Brasil.
Na opinião do senador, a aprovação do reajuste de 61,78% para os professores da educação básica permitirá, ao Senado, uma demonstração mínima de interesse com a educação das nossas crianças e a própria credibilidade da Casa

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

CAMPANHA: DOE UM LIVRO COLABORE COM A AÇÃO SOCIO-EDUCATIVA DA AQPAINE

A ASSOCIAÇÃO QUILOMBOLA DA PASTORAL DOS ÍNDIOS E DOS NEGROS DE RIACHO DE SANTANA - BA - AQPAINE, criada em 20 de dezembro de 2005 e a PAINE, idealizada por Pe. Aldo Lucchetta foi criada em 1997 com o objetivo de Resgatar a História e as manifestações culturais dos descendentes de Índios e Negros do Município de Riacho de Santana para reescrever sua história.

Desde então começamos a nossa caminhada nesta busca. Encontramos muita dificuldade e resistência mas estamos na luta.

Ainda falta muito, mas... conquistamos o nosso espaço, o respeito e reconhecimento merecidos.

Há Projetos a serem realizados, muitos espaços a serem conquistados por isso continuamos lutando e resistindo, este é o nosso ideal.

Com muita determinação já começamos a esvrever uma nova História, a nossa HISTÓRIA, de vitórias e conquistas.
 
Você também pode ajudar a escrever uma página deste imenso livro doando livros, revistas, paradidáticos, literatura infantil, infanto-juvenil, romances, Clássicos da Literatura e outros.
 
POR QUE DOAR: A AQPAINE tem projetos a serem realizados, e dentre eles o Projeto Uma Leitura da Cultura Negra Riachense que objetiva a partir de uma pequna Biblioteca realizar atividades como: Oficinas de Leitura, Contação de Histórias, Fonte de Pesquisa, Espaço de Estudos...  
 
PÚBLICO ALVO: Crianças, adolescentes, jovens, estudantes de todas as idades e diversas áreas
 
COMO DOAR: Rua Presidente João Goulart, 4; Bairro Castelo Branco; Riacho de Santana-BA;
CEP: 46.470-000
 
CONTATOS: 77 3457 2281 / 77 3457 2799  / 77 9991 1530 / 77 9985 3543
 
DE JÁ ABRADECEMOS A SUA COLABORAÇÃO
 
MARIA LÚCIA DE JESUS
Presidente da AQPAINE

sábado, 19 de setembro de 2009

Pérolas

Pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha
ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.
A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar.
Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadaspara proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola é formada.
Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é um ferida cicatrizada
Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
Suas idéias e atitudes já foram rejeitadas ou mal interpretadas?
Então produza uma Pérola...
Cubra suas mágoas e as rejeições sofridas com camadas e camadas de amor...
Autor de Desconhecido.
POR ISSO EU SOU UMA PÉROLA NEGRA